No caso de bebês com necessidades ou condições específicas, como é o caso dos pequenos com Síndrome de Down, algumas particularidades devem ser levadas em conta na hora de estabelecer a melhor forma de amamentar. O site Mães de Peito, mantido pela jornalista Giovana Balogh, publicou uma matéria abordando o assunto. Segundo o texto, a maioria dos profissionais de saúde não orientam mães de bebês com Down a amamentar, o que faz com que muitas mulheres desistam por se sentirem desencorajadas, antes mesmo de tentar.


  • A Organização Mundial de Saúde recomenda amamentação exclusiva para bebês até os seis meses de vida, podendo ser estendida pelo tempo que a mãe e a criança desejarem.

Em entrevista ao site, a fonoaudióloga Kely de Carvalho Torres explica a importância e o impacto que o apoio – e, principalmente, a ausência dele – podem ter sobre a mãe e o bebê. “Muitas [mulheres] ainda estão impactadas com a notícia e estão elaborando a questão. Amamentção é um ato psicossomático, e ela precisa de ajuda não prejudicar o aleitamento materno, que é o padrão ouro da alimentação”, ressalta.

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Segundo os especialistas, bebês com Down tendem a se cansar mais ao mamar. Por isso, uma dica é massagear as mamas para amaciá-las e facilitar o trabalho do bebê ao sugar o leite.

A profissional explica ainda que mamar no peito previne uma série de questões típicas em crianças com Down, como a síndrome do respirador bucal, motivada principalmente pelo enfraquecimento da musculatura, a hipotonia. “A amamentação faz um trabalho muscular que favorece a respiração nasal, que é muito importante. O bebê terá que ser estimulado sempre para fazer a respiração nasal e a amamentação é o melhor exercício que ele pode começar logo no início da vida fora do útero”, explica Kely.

A amamentação tem também um papel fundamental para minimizar algumas condições físicas que caracterizam o bebê com Down, como o céu da boca estreito, maxilar pequeno e desvio de septo. Com o desmame precoce ou o uso de bicos artificiais para alimentar o bebê, tudo isso fica mais acentuado. “A amementação diminui a protusão da língua, que é ela ficar para fora da boca, e também os riscos de infecção auditiva e respiratória”, afirma a fonoaudióloga. Clique aqui para ler a entrevista completa.

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Definir as melhores posições de mamada é ainda mais importante no caso das crianças com Síndrome de Down. Posições como a o do cavalinho podem favorecer o movimento de sucção.

A especialista defende a amamentação por livre demanda em bebês com Down, principalmente pelo fato de que bebês com esta condição tendem a dormir muito, já que se cansam mais na hora da mamada.

Original – Catraquinha