Durante a gravidez pode haver uma perda de líquido pelos mamilos. Não, esse líquido ainda não é o leite – e sim o colostro, uma água amarelada que antecede o leite. Logo após o nascimento, o corpo envia sinais neuro-endócrinos para que a produção de leite seja iniciada. Então, o colostro é substituído pelo leite de transição, que antecede o leite maduro.

O leite maduro leva aproximadamente duas semanas para começar a ser produzido. É um leite com aparência mais esbranquiçada e mais consistente que o colostro. No início da mamada o leite é mais aguado e ajuda a saciar a sede do bebê, enquanto o leite do final, o chamado leite posterior, é mais rico em gordura e nutrientes. Não existe tempo exato para diferenciá-los, por isso é recomendado que o bebê mame pelo menos 15 minutos na mesma mama para ingerir os leites anterior e posterior.

Os bebês já nascem com o instinto de amamentar. Basta estar com o seu recém-nascido nos braços! Com o início da sucção, os nervos dos mamilos enviam sinais ao cérebro para que ele produza mais prolactina e ocitocina, hormônios importantes na lactação que atuam, respectivamente, na produção e na liberação de leite. Assim que essa interação se estabelecer, toda vez que o bebê sugar haverá mais leite. Esse reflexo é chamado de reflexo de ejeção de leite.

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Vale lembrar que o leite materno oferece todos os nutrientes que o bebê precisa e que o Ministério da Saúde recomenda o aleitamento exclusivo até o sexto mês de vida. No próximo post ensinarei algumas técnicas para um bom aleitamento e algumas posições para amadurecer o vínculo materno-fetal.

Boa semana!

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